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Web e Acessibilidade Linguística
Talvez seja tênue a linha que separa a xenofobia da criticidade linguística, ou se preferir, de uma acessibilidade linguística. Mas o excesso de estrangeirismos em portais e sítios de tecnologia me parece, na maioria das vezes, um pouco irritante.
Muitas vezes existe o vocábulo em português e o uso do termo em inglês nada acrescenta em clareza. É pura submissão cultural ou então, nada mais é do que o encontro da arrogí¢ncia com a babaquice...
Vejamos alguns exemplos:
- Review do novo (coloque aqui qualquer coisa), quando poderia ser, sem perda de clareza, resenha do novo (coloque aqui qualquer coisa)
- Estes são os links para outros blogs quando não há perda de clareza em Estes são os apontadores para outros blogs...
- Fazer uma home page, quando poderia ser uma página web, ou página na internet...
- Páginas que seguem web stardards, quando há mais clareza em se utilizar padrões web ou padrões da web.
- etc...
Vejam, eu não estou sendo xiita, pois acho que termos como web, bluetooth, mouse, wi-fi, creative commons entre outros, não carecem de uma tradução literal, pois estas ficariam deslocadas e forçadas. A questão é o uso de um bom senso linguístico!
Esta questão da linguagem deve ser muito bem observada por aqueles que pensam em negócios na internet brasileira, como nos mostra Luis de la Orden Morais no artigo já citado (e apontado acima). Veja um pequeno trecho:
"E depois tem gente que se surpreende que pelos dados da pesquisa do NIC, 80% da população brasileira nas grandes capitais não fizeram transações comerciais pela Internet. Afinal de contas, como? Se hoje tudo é um shopping, um login, uma home page, um cookie e um powered by, etc. Com este jargão de surfista carioca, quem é que nós esperamos atrair para gastar na Internet?"
Não tenho dúvida que esta questão é polêmica, mas com um idioma tão bonito (o português), evitar estrangeirismos desnecessários além de contribuir para a inclusão e alfabetização digital daqueles que estão chegando a web agora, com os seus primeiros computadores, pode aumentar a audiência e a possibilidade de negócios na web brasileira!
E por falar em web brasileira, não deixe de ler este especial: Web 2.0 - Compatível com o Brasil?
Do Edubuntu
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9 comentários, 1 trackback
Estou escrevendo só para lhe avisar que Webalorixá nº 3 está no ar, trazendo um alargamento (teórico, jocoso e um pouco no tom do 'causo') sobre a acessibilidade linguística e cultural.
http://www.webalorixa.net/artigos/acessibilidade/acessibilidade-contextualizacao-especial.html
Um abraço,
Luis
Revista Webalorixá
Para quem inicia fica mesmo mais difícil a compreensão!
Muito legal o texto!
Abraços.
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Olá Janete!
Que bom que tenha gostado! Se podemos facilitar, pra que complicar né?
Bjs
Vamos nos nos apoiar uns aos outros.
Vamos começar a divulgar nossa intenção: http://montegasppa.blogspot.com/2007/05/respeito.html
[]'s
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Opa Cacilhas!
Com certeza! Já vou fazer uma entrada apontando para o seu texto!
Hoje somos poucos, em breve seremos muitos :-)
[]'s
Está acontecendo um exagero no uso de palavras que não são do Português, e a língua está sofrendo profunda transformação e o Brasil/Governo/Estado parece incapaz de gerenciar/regular isso e as pessoas parecem aceitar isso numa boa.
Isso tudo é muito estranho. Palavras usadas no meio de informática/computação todas em inglês, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Discordo, porém, da palavra link. Link por link, já é uma palavra adotada. Apontador, eu, você, sabemos que é um link, mas cá pra nós, apontador para o usuário final é apontador de apontar lápis. Não tem nada a ver com link. É a mesma coisa de usar correio eletrônico ao invés de email. Já é um termo adotado. Talvez isso não justifique a adoção de novos termos, mas uma vez já feita a coisa errada, não tem mais como voltar. É a mesma coisa quando todo mundo acha que mp4 é aparelho de reproduzir vídeo e mp3.
Entrou no popular, acabou. Virou termo da língua. Por isso acho que web standarts deve ser "padrões web", mas link deve ser link, site deve ser site, e email deve ser email.
[]s
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Olá Lucas!
Eu concordo com a essência do seu argumento! Se um termo ficou popular, não deveríamos mudar!
Mas aí entra a questão da nossa ação política! Há no Brasil uma enorme massa de pessoas qua ainda não foram incluidas digitalmente... E para essas massas, usar termos em português possa não só fazer a diferença, como criar uma nova hegemonia... Daí o esforço de usar termos em português quiando o termo existe e é obviamente claro.
Não defendo xenofobia... bluetooth, mouse, não carecem de uma tadução forçada para o português... mas apontar para uma nova página, resenhar e etc... me parece que cabem...mas concordo que existe uma subjetividade nisto tudo!
Pode até parecer apelação da minha parte, mas quantas pessoas ainda sabem da existência de lápis? :-)
abraços!
exatamente. Mas ainda acho que link já é padrão (default como dizem).
Devemos, como eu disse, tentar padronizar para termos em Português a partir de agora.
Só acho um pouco de hipérbole falar que ninguém mais conhece lápis. Acho que o papel ainda vai perdurar muitos anos por ai. Pense, o que é mais fácil, ler no computador ou ler no papel?
[]s
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Olá Lucas!
Com certeza o papel ainda vai perdurar muito, mas o lançe do lápis tem mais
Sobre o argumento de padronizar, a partir de agora, pode ser deslocado para quem está chegando a web agora! Com certeza o número de novos usuários será maior do que o dos antigos!
[]'s
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Olá Alan!
Que bom que tenhas gostado! Na verdade, sobre questões linguísticas devemos não ser radicais! Nem muita ortodoxia, nem tudo pode! O importante é se comunicar!
[]'s
seu texto é muito importante, pois esse tema
tem que ser mais discutido não só em termos aca-
dêmicos,mas por todos os brasileiros. O nosso
governo tem projetos de inclusão digital e essa
predominância do estrageirismo na internet dificulta
o aprendizado de pessoas carentes, pois por não conhecerem certos termos não se aventuram em saber,
será que é por isso que as maioria das pessoas usam
a internet p/ coisas banais?
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Olá Edgleiton!
As pessoas usam a internet para coisas banais por vários motivos, mas é provável que a dificuldade para dominar termos e se apropriar da tecnologia pode contribuir para que a mesma não seja incorporada nas atividades de aprendizagem, pesquisa e produção!
[]'s
Sérgio F. Lima
Estes dias respondi a um levantamento da Boo-Box sobre sua página principal e o que poderia melhorar...
Basicamente disse que a única coisa que eles poderiam mudar/melhorar, na minha opinião, era retirar aquele "publisher" e colocar "produtores...
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Sérgio Lima é Prof. de Física no ensino médio, geek nas poucas horas vagas que tem e autor deste texto. Gostou? Que tal assinar o feed para não perder mais nenhum! É de graça!






