Sergio Blog 2.4
Um espaço pessoal de documentação...
Um espaço pessoal de documentação...
Pra quem usa um notebook ou netbook como segunda máquina de trabalho pode ter alguns cuidados, que embora sejam óbvios, sempre é legal relembrar(?)/destacar!
Este texto além de documentar, para uso próprio, estas duas dicas serve também para compartilhar estas dicas e, mais importante de tudo, receber outras que eu ainda não esteja utilizando :-)
Mantenha tudo sincronizado com sua primeira máquina ou, se for o caso, com um servidor. Se você não cometeu a bisonhisse de colocar XP no seu netbook sabe que pode manter, de modo incrivelmente simples, suas máquinas sincronizadas. Com uma conexão rápida para a primeira sincronização e usando até conexões lentas para as demais sincronizações.
O script a seguir, que roda em qualquer *nix, mantém sua pasta /home (ou outra que queira) sincronizada com um segundo computador ou com um servidor (se o seu servidor de hospedagem permite acesso via ssh):
#!/bin/bash
#
# Créditos: Sérgio F. Lima
# listas@sergioflima.pro.br
# Mantém disco do eee-pc sincronizado com servidor Dreamhost
# Baseado nas dicas e tutoriais contidos em
# http://sergioflima.pro.br/blogs/index.php/sergio-blog/mantendo_o_seu_trabalho_sincronizado_em_
# http://celsor.wordpress.com/2007/04/19/rsync-sincronizar-pastas-por-ssh/
# http://www.guiadohardware.net/guias/10/index3.php
rsync -avzP --exclude="*~" --delete-after --progress --rsh="ssh -l sergio" /home/sergio/ oigreslima@7up.dreamhost.com:/home/oigreslima/eee-pc
Salve o script com um nome sugestivo: espelha-eeepc.sh
Dê permissão de execução:
$ chmod +x espelha-eeepc.sh
para rodá-lo, na linha de comando faça:
$ ./espelha-eeepc.sh
Se tem ojeriza a linha de comando, pode criar um atalho para o mesmo e colocar na sua interface gráfica :-)
Quando for trabalhar em casa, na Escola, na faculdade, no escritório ou em qualquer lugar onde tenha uma tomada por perto, tire a bateria e trabalhe só com a tomada (preferencialmente ligada se você tiver um nobreak != estabilizador para ligar!).
Há dois motivos para que eu faça isto:
É claro que a segunda dica pode ser desconsiderada se o seu "modo paranóico" ou "modo eu penso no Planeta" estiver sempre desligado :-)
E se você tem uma dica legal que tem usado, deixe-me saber! Use os comentários ou escreva um texto no seu blogue e mande um trackback, e-mail, sinal de fumaça, etc...
Do Ubuntu eee
| Imprimir artigo | Esta entrada foi publicado por Sergio Lima, em 19-10-08 , às 13:55:44 . Acompanhe as conversações para esta entrada via RSS 2.0. |
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19-10-08 @ 17:09:54
Rapaz,
eu não uso notebook, mas tenho uma crítica a sua segunda dica.
Eu trocaria o "preferencialmente ligada a um nobreak", por "se você tiver um nobreak para ligar o seu notebook".
Eu jamais ligaria um notebook sem uma proteção adequada. No meu modo de pensar, a economia não compensa pelo risco (nem para o meu bolso, nem para o planeta!)
OBS.: Vi duas pessoas lendo esse texto (ao meu lado), as duas leram "nobreak" e entenderam "estabilizador".
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Opa Mitre!
Editei seu comentário, conforme seu segundo comentário :-)
Nobreak é diferente de estabilizador! Pelo que posso entender o carregador dos notebooks já é estabilizado e tem circuitos de proteção! Logo não há risco para o notebook!
O nobreak é só para o caso de falta de energia você salvar o que está fazendo! Se for algo "crucial" como por exemplo, estiver editando ou formatando as partições ou comilando um kernel ou algo do tipo, aí usa a bateria :-)
Como eu basicamente edito texto e navego na internet, não há risco ao equipamento e, mais importante, ao meu bolso!
E não, eu não tenho nobreak (que não é estabilizador). Sim, eu uso estabilizador no desktop, e, em casa ligo o asus no estabilizador :-)
abraços
19-10-08 @ 17:13:08
Favor, considere "economia na compensa pelo risco" como "economia não compensa pelo risco"
Obrigado.
19-10-08 @ 18:44:47
Meu caro,
todo nobreak é um estabilizador, mas existem dois tipos de nobreak.
No primeiro tipo a energia da rede alimenta continuamente a bateria e a bateria alimenta o computador continuamente. Esses nobreaks são caros.
No segundo tipo a energia da rua alimenta diretamente o equipamento - após ter sido estabilizada -, quando a energia da rua é cortada existe um tempo que leva para substituir a energia da rua pela energia do da bateria do nobreak. Quando energia da rua volta ela carrega a bateria e alimenta o computador. A maior parte dos nobreaks usam esse tipo de sistema, suas baterias, por esse motivo, duram bastante em lugares que a luz não cai muito ...
Note então, duas possibilidades. Eu não sei como funciona no caso do notebook, mas eu sempre imaginei um sistema do primeiro tipo. Nesse caso, como a bateria está em uso constante o sistema é realmente muito usado desgastando com tempo - contudo, a corrente é realmente muito estabilizada ... mais do que um simples estabilizador comum (ou um nobreak do segundo tipo) pode provir.
Se a bateria do notebook funciona como um nobreak do segundo tipo, então, o uso constante dela não devia desgastar a bateria - a menos que os ciclos de carga e descarga fossem constante...
Fosse como fosse, o sistema está intimamente ligado a uma estabilização maior que a usualmente fornecida por um estabilizador comum ... especialmente se você não tiver um sistema de aterramento funcionando efetivamente na sua casa.
No caso de um nobreak, as variações de carga na rede elétrica são adequadamente compensadas (de forma excelente, no caso do primeiro tipo e de forma aceitável, no caso do segundo tipo)
Agora, vendo o problema caso a caso, isso pode ou não ter problemas. Se sua casa tem um a rede estabilizada de forma segura, então, isso pode não ser problema. Do contrário, vai depender que tipo de desvio sua rede elétrica possuí.
Se for um desvio positivo, a tensão é maior e o estabilizador converte o excedente em calor e segue a vida bem (caso não tenha um aterramento o desgaste do estabilizador pode ser razoável e a sobretensão pode ir diretamente ao aparelho, mas ...) se for um desvio negativo, o buraco é mais embaixo. Não há de onde obter a falta de energia necessária para compensar a queda de tensão e isso pode danificar, a longo prazo, os componentes elétricos do equipamento.
A pergunta que você pode se fazer é a seguinte: a maior parte da população que usa computadores não possuí nobreak. Então, como isso pode ser um problema ?
Eu respondo com a seguinte observação: em 2 anos eu troquei a fonte do meu computador 1 vez a memória 3 vezes, perdi 2 HDs (1 sansung e 1 maxtor) sem motivo aparente. Depois eu comprei um nobreak - passaram 2 outros anos - e nunca mais tive problemas. Eu conheço até uma pessoa que já perdeu 1 HD seagate durante um pico de luz que o estabilizador não conseguiu filtrar (e ele não estava formatando ou algo assim). E eu não vou listar todos os camaradas que conheço que trocaram de tudo nesse intervalo.
Eu diria, sem medo de escrever bobagens, de que boa parte dos defeitos que surgem nos computadores é devido a instabilidade da rede elétrica e que os estabilizadores que utilizamos não são tão seguros assim.
Agora, imagina se eu tivesse que trocar a memória de um notebook a cada 8 meses ... entende agora o meu ponto de vista ? Aqui em casa essa técnica seria um fracasso, embora eu reconheça que pode não ser ruim em um local onde a instalação elétrica é mais segura.
Me desculpe pelo longo comentário, mas eu quis deixar claro o motivo pelo qual eu não considero seguro utilizar apenas um estabilizador alimentar um notebook.
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Opa Mitre!
Vou começar pelo final! Não precisa se desculpar pelo tamanho do comentário! Muito pelo contrário, ele enriquece o texto com considerações técnicas valiosas!
Sobre as suas ponderações, eu diria que embora elas tenham premissas corretas as conclusões parecem (não tenho uma certeza absoluta, estou então retrucando para ouvir a sua tréplica!) incorretas!
A saída de tensão da rede (que sempre terá instabilidades) é filtrada pela "fonte" do computador! Ele reduz de 110/220 alternante para algo em torno de 5,0V contínua.
Logo todo o excesso ou falta é bem absorvido aqui!
E como você disse, se a sua fonte for vagabunda ela vai queimar mais vezes (ou vai jogar valores diferentes do padrão esperado pela placa)!
Eu uso um desktop bem barato (o mais barato que pude encontrar nos info-shopping, daqueles com peças feitas por escravos chineses!)...
...E nunca tive um disco rígido queimado! Mas duas fontes queimadas em menos de 1 ano! (R$ 40,00 cada).
O carregador do note faz esta conversão 100/220 ~ 1A (alternante) para 12V - 3A contínua e esta entrada ainda é reduzida para a tensão da placa que não deve ser 12V.
Como pode-se notar, existem pelo menos 2 filtros de linha no notebooK: O seu conversor eletrônico de 120 para 12 (que pode ser ligado num estabilizador para ter mais uma filtragem) e mais alguma eletrônica interna.
Por outro lado, meu antigo acer estava no carregador (com a bateria) e quando voltei a placa mãe ficou em curto (segundo o técnico).
O carregador continuou em bom estado. Logo devo presumir que foi um desgaste normal (ou anormal) de algum componente eletrônico do circuito de proteção do note.
Veja, não saco nada de eletrônica, mas me parece que entre a rede residencial e a alimentação da placa mãe (e demais componentes) há duas barreiras protetoras: estabilziador e fonte!
No caso do notebook, o carregador é bem mais barato que a bateria!
Mas as suas ponderações me animaram a investigar isto mais "cientificamente". Entrou para a minha "lista de tarefas" :-)
Abração pra ti!
19-10-08 @ 20:03:10
Bom, também não acho que vale tanto a pena seguir a segunda dica, tanto pela proteção ao hardware e software quanto pela baixa diferença entre deixar a bateria e retirá-la, pelo menos aqui, o laptop não costuma esquentar tanto a ponto de elevar significantemente a temperatura da bateria.
Quanto aos sistemas de arquivos, o XFS é bastante sensível a desligamentos inesperados, portanto, é uma péssima idéia usá-lo sem bateria/nobreak. Outros sistemas são um pouco mais confiáveis, sendo o melhor o EXT3 em modo de full journaling (o padrão é ordered journaling).
Como dica além desta, eu recomendaria desativar a wireless quando esta não estiver sendo usada (ex: apresentação de uma palestra), e dependendo do hardware, até descarregando os módulos do kernel. Percebi que se não fizar isso, perco uns 20 carga útil aqui.
Agora algo mais técnico, se for compilar um kernel, lembrar de deixar a Timer Frequency o mais baixo possível, preferencialmente a 100hz, caso contrário o uso da bateria irá aumentar significativamente, sem grande efeitos no desempenho e resposta do sistema.
Bom, como recomendação geral, eu acho útil ter o /home criptografado, evitando possíveis problemas com senhas e arquivos mais confidenciais em caso de roubo. Claro que é um pouco de paranóia (afinal, o cara já vai estranhar ao ver linux instalado...hehehe...), mas...
Até!
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Opa Bruno!
O Asus esquenta as pampas :-) Eu tinha um acer que também esquentava muito! A primeira bateria foi embora em menos de 1 ano!
Por conta do Asus usar um memória com "HD" li várias recomendações para não usar journaling, assim formatei o / e a /home com ext2... logo desligamentos inesperados fazem mal no meu caso :-(
Eu nunca criptografei a /home, pois não guardo senhas nem material sigiloso no note :-) Mas imagino que isto acrescente alguns segundinhos a mais no acesso ao disco, não?
Mas a dica é boa mesmo!
A dica de desativar o wireless é obrigatória :-)
Abração pra ti!
20-10-08 @ 11:21:38
Sérgio,
então quando fizer sua pesquisa, comece por descobrir o motivo pelo qual a fonte do computador não estabiliza coisa alguma !!!
Dica: ela converte um sinal com uma função estática (usualmente ela também tem um filtro de capacitores clássico, mas isso é apenas para gerenciar interferência). Experimentalmente isso é comprovado com o osciloscópio.
Pegue o sinal da rede e da fonte e verá que toda a instabilidade da rede é replicada na fonte com uma tensão menor (com os picos e subidas atenuados pelo filtro de interferência) ... simples assim. E esse é o motivo pelo qual é necessário usar estabilizador em um computador.
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Opa Mitre!
Talvez eu demore um tempinho para esta pesquisa :-)
Sobre a instabilidade da rede, eu até sabia (por isso usamos, no mínimo, um filtro de linha entre o micro e a tomada)...mas é estranho que ele seja repassado para a placa...
Mas isto continua valendo para carregadores de notebook? Ninguém liga notebook em filtro de linha para recarregar a bateria...
O carregador dever ter uma eletrônica mais atenta a isto!
Valeu pelas informações técnicas!
abração
20-10-08 @ 17:57:54
Ótimo post que preciso implementar, hehehe! Vou tentar sincronizar com a nuvem mesmo, vamos ver...
Quanto à bateria, até já tentei essa de tirá-la quando em uso com tomada... mas achei muito complicado pois às vezes queria andar com o notebook em casa, por exemplo, e... bom, preferi deixar a bateria sempre ligada.
Abraços!
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Opa Fugita!
A segunda dica se aplica mais se você for ficar a maior parte do tempo numa mesa de trabalho... realmente botar e tirar bateria encheria o saco :-)
Eu lembro que você usava dreamhost, eles permitem acesso ssh e tem espaço de sobra para sincronizar :-)
Abraços
21-10-08 @ 14:50:00
Hoje resolvi adotar sua dica, a bateria está na minha mochila! :-)
Ah, não uso mais DH, mas vou ver com minha hospedagem se existe essa opção.
Abraços!
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Opa Fugita!
A bateria ganhará uma sobrevida a mais :-)
Sobre a sincronização, pode ser num desktop local também. O lance do
servidor é para ter seus dados, também, nas nuvens :-)
Abraços
14-11-08 @ 16:33:30
Tive problemas com arquivos com nomes acentuados que o rsync, nao sei por qual motivo, nao reconhecia e melava os nomes. Eu mesmo nao uso nomes acentuados em arquivos, mas recebo de diversas pessoas arquivos com nomes acentuados. Enfim, enquanto a lingua portuguesa nao evolui e os acentos nao sao abolidos este problema deve continuar a me aborrecer.
Tem alguma dica sobre como superar este problema?
Ah, sim: pra quem nao gosta de linha de comando tem o Grsync. So' nao sei se ele implementa tudo isto que seu comando faz...
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Opa Wilson!
Desde os tempos do win95 eu não nomeio arquivos e diretórios com acentos ou espaços, logonunca tive estes problemas.
Nem saberia como resolver :-(
E existem vários "front-ends" gráficos para o rsync :-) E ele faz quase tudo que o rsync faz, talvez só não envie os dados compactados, mas nunca testei!
[]'s
Sérgio F. Lima