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Instalando, sem esforço, Latex no Gnu-Linux

Link permanente 10.03.10 17:36, por Sergio Lima, Categorias: Linux, Tecnologia, Cultura Nerd , Tags: instalação, latex

Recentemente para atualizar o Ubuntu no meu Asus 900, precisei desistalar vários pacotes para que houvesse espaço suficiente para o sudo apt-get upgrade.

Entre os (vários) programas que retirei estavam os pacotes necessários para escrever usando o Latex.

Nada de grave, depois era só usar o synaptic para instalá-lo novamente. O problema é que eu não sabia quais eram os pacotes que eu precisaria para uma instalação Latex produtiva.

Fiz como da última vez (serviço de português), usei a busca do synaptic, lia a descrição do pacote e, meio na orelhada, incluia os pacotes a serem instalados.

Por que estou contando isto? Porque acabo de descobrir que poderia ter feito do modo fácil (e elegante). Era só utilizar este shell script aqui.

Fica aqui a dica para mim mesmo usar no futuro e para outros que precisem instalar o Latex do modo fácil :-)

E antes que você me pergunte... pra que serve o Latex? Leia este excelente texto que o J. F. Mitre escreveu no CFD

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As pipas e a Lei #14 de Murphy

Link permanente 06.03.10 09:27, por Sergio Lima, Categorias: Pessoais, Cultura Nerd , Tags: diarinho, infância, murphy, pipas

Na minha infância eu morei em casa de quintal e quase todos os meninos da minha rua soltavam pipa (papagaio, estrela, pandorga(valeu Su!)), na verdade, eu acho que quase todos os meninos da minha cidade (São João de Meriti) soltavam pipas.

(pipas) [bb]

Crédito da Imagem aqui

Os céus das minhas tardes de infância eram repletos de pipas. E quando há "batalhas" de pipas algumas delas "avoam" quando são "cortadas".

Apesar das várias pipas avoadas que viviam caindo, que eu me lembre, nunca caiu uma pipa, de modo acessível, no meu quintal.

Várias vezes elas (as pipas) ficaram presas no abacateiro que tinha no meu quintal. Nunca consegui resgatar uma pipa que tivesse ficado presa lá.

Naquele tempo, só podíamos escalar o abacateiro para retirar os abacates...

Atualmente moro numa casa que o "quintal" é a garagem e não tem um mês que não apareça uma pipa intacta no meu terraço.

Pipa Avoada
Imagem de minha autoria

Eu acho que são evidências da Lei #14 de Murphy.

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Mnemosyne, aliando tecnologia e pesquisa para a aprendizagem

Link permanente 02.03.10 22:08, por Sergio Lima, Categorias: Software Livre, Educação, Tecnologia, Cultura Nerd

Agradecimentos Iniciais

Primeiro de tudo, a dica deste projeto/programa me foi passada pelo Prof. Alexandre Ortiz Calvao, meu colega no Colégio Pedro II. Ele ficou sabendo do programa numa matéria da revista Easy Linux (não sei a edição).

Introdução

Mnemosyne é um programa (e projeto) de cartões de memória baseado em pesquisas acadêmicas sobre como nossa memória funciona.

Resumidamente ele funciona pelo princípio do "estudo por repetição espaçada". Aquilo que você já memorizou aparece menos vezes e aquilo que você ainda não memorizou irá aparecer mais vezes. Estou resumindo, pois o tempo entre exposições das fichas de estudo (flash cards) é controlado por um algorítmo (SM2) mais um pouco de pitada de "aleatoricidade".

Se você permitir, o programa envia (anonimamente) os seus dados de estudo/uso, de modo transparente, para um banco de dados que é usado na pesquisa sobre como a nossa memória funciona! Legal não é?

mnemosyne em ação

Características do Mnemosyne

  • Algorítimo de agendamento dos cartões. Você não gasta tempo com o que já memorizou;
  • Suporte a vários idiomas (unicode);
  • Suporte a Imagens, Sons e formatação HTML;
  • Suporte a Latex para dispor fórmulas matemáticas;
  • Suporte a "cartão de 3 lados". Se você quer aprender Idiomas pode ter pronúncia, escrita e tradução das palavras no mesmo cartão;
  • Pode rodar de um chaveiro USB;
  • Permite bastante detalhamento nas informações de cada cartão;
  • Suporte a etiquetas (tags);
  • Disponível em vários idiomas (inclusive pt_BR)
  • Suporte a importação/exportação de dados (texto, XML, Supermemo, Memaid, ...)
  • Suporte a Plugins (adicionam funcionalidades ao programa);
  • Você poder criar seus cartões e/ou baixar os cartões produzidos por outros usuários;
  • Disponível para Linux, MacOS, Windows, Maemo (N8*0), Android e celulares com suporte a java.
  • É Open Source e gratuito!

Usos

Você pode usar o programa para memorizar informações ou estudar (produção dos cartões) ou para ambos! A principal vantagem é que você pode estudar no ônibus (celular/N8*0), na escola (computador), em casa (computador), etc.

Pode usá-lo para estudar idiomas, para estudar para um concurso, para uma prova, para treinar sua memória, etc.

Exemplos: Cartões de ciência, Cartões de Idiomas, Cartões de Computação, etc.

Mais informações, manual, baixar o programa e etc aponte seu navegador para a página do Projeto Mnemosysne.

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5 "traduções" porcas que eu simplesmente detesto

Link permanente 27.02.10 21:05, por Sergio Lima, Categorias: Pessoais, Tecnologia, Cultura Nerd, #cparty , Tags: localização, tradução

Ok, traduções porcas pode parecer excessivamente agressivo, mas pelo menos eu consegui chamar a sua atenção :-)

Introdução

Abaixo eu discuto as 5 "traduções" (algumas todas são, na verdade, aportuguesamentos) que são tomadas como padrão em localização de softwares e aplicativos que eu (que não sou nenhum especialista em língua portuguesa) acho horríveis.

Para cada um dos termos eu aponto os vocábulos que uso quando sou eu que vou escrever ou traduzir o termo.

O meu critério é bem simples, se existe o vocábulo em português e cujo sentido é o mesmo do termo a ser traduzido é sempre ele que vou usar.

Neologismos só fazem sentido se o vocábulo não existe previamente em português, como por exemplo "blogue" que é o aportuguesamento de blog. Uma discussão (antiga) sobre este critério de acessibilidade linguística pode ser conferido aqui.

As traduções

  • "To Post" traduzido como "Postar/Postagem" - Aqui eu penso que se trata mais de um caso de aportuguesamento e não da tradução do verbo "post", no contexto em que ele aparece. Usa-se o termo post em blogues e aplicativos web onde se publica algo (texto, imagem, vídeo, etc).

    Se você consultar qualquer dicionário de língua portuguesa (Michaellis ou Aurelio por exemplo) você verá que o verbo "postar" não tem o sentido de se publicar algo (como é o caso de aplicativos web): "v.t. Colocar num posto, num lugar. / Pôr no correio. / v.pr. Pôr-se, colocar-se".

    Pior é que ainda inventaram (ok, existe no Michaellis) o termo "postagem" que é feio de doer.

    Quando você escreve um texto num blogue, rede social ou micro-blogue ou ainda quando dispõe um vídeo ou foto numa ferramenta web (flickr, youtube, vimeo, etc) você está publicando. Veja o que nos diz o dicionário:

    "pu.bli.car
    (lat publicare) vtd 1 Afixar ou apregoar em lugares públicos; levar ao conhecimento público; tornar público e notório: Publicar uma lei, uma sentença. vtd 2 Imprimir para a venda; editar: Publicar uma revista, um livro. vtd 3 Assoalhar, divulgar, espalhar: Publicar os defeitos de alguém. vpr 4 Proclamar-se: Publicara-se por autor de uma obra realizada por outrem.
    "

    Por isto *eu* sempre vou traduzir "Post in bla bla bla" por "Publicar no bla bla bla" e "A post in my bla bla bla" por "Um texto/foto/vídeo/entrada no meu bla bla bla"

  • "Del" por "Deletar" - Aqui é outro exemplo de aportuguesamento por pura submissão cultural ou preguiça intelectual. Existe em português o verbo apagar e desfazer. Logo "Del the last post in blog" será sempre traduzido, *por mim*, como "Apagar a última entrada no blogue"!
  • "Logging" por "Logar" - Aqui é outro exemplo de aportuguesamento por submissão cultural ou preguiça intelectual. Aqui eu acho que é mais por preguiça de pensar do que por submissão cultural. Existe em português o verbo autenticar [O J.F.Mitre acrescenta que na verdade logging deveria ser traduzido por "Autenticar a identidade 'em'"] que tem o sentido estrito de "logging in". Logo "Logging in system" será sempre traduzido, *por mim*, como "Autenticando no sistema"!
  • "to Link" por "Linkar" - Nossa, acabei de descobrir que não temos nenhuma tradução neste texto. Somente aportuguesamentos por hábito dos usuários. Em hipertextos o link sempre aponta para outro texto ou outra parte do texto. Se existe o verbo apontar e ligar só posso concluir que "linkar" é uma opção pela submissão cultural!

    E por favor, não me venham com o "mimimi" de que estou sendo xenófobo! Eu simplesmente não abro mão de pensar em português!

  • "to scanner" por "Escanear" - Quando precisamos transformar um documento/foto/etc num arquivo digital nós estamos digitalizando o artefato.

    O dispositivo conhecido como "scanner" simplesmente digitaliza fotos ou documentos, logo "escanear", [na minha opinião, é um termo usado por colonizados [O J.F.Mitre cortou meu barato informando que escanear já existe nos nossos dicionários].

    Eu sempre vou preferir "digitalizar" (em detrimento do escanear que existe!) meus documentos por uma opção explícita de acessibilidade linguística!,

Comentário Final

Eu, de forma alguma, estou dizendo que estas são as traduções mais corretas! Estou apenas dizendo que, se eu tiver que traduzir estes termos, usarei aquelas opções.

Uma vantagem adicional de se usar softwares de código aberto é que você sempre poderá compilar as suas próprias traduções, com base nos seus gostos pessoais.

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