Sergio Blog 2.4
Um espaço pessoal de documentação...
Um espaço pessoal de documentação...
Jan 24th
Pois é, estou ficando velho maduro, já tenho filha entrando na faculdade... E essa pergunta que minha filhota me fez quero compartilhar a resposta com vocês :-)
Entregando direto minha resposta: Notebook!

Minha filha passou para Direito numa Universiadade Pública Federal aqui no Rio. Acho legal que ela começe a organizar desde cedo sua vida de estudante digital e, mais importante de tudo, sua produção: Notas de aulas, livros, escritos, artigos, tarefas, exercícios, vídeos, conexões, etc.
Escolher um tablet pressupõe, na minha opinião, que a maior parte do tempo você estará "consumindo" conteúdo e só eventualmente produzindo conteúdo. Ou então que você tem uma máquina (desktop/notebook) para a produção de conteúdo e o tablet para o consumo.
Implica também, implicitamente, que você vai optar majoritariamente pela computação nas nuvens!
Ok, ficamos muito tentados pelo Asus Transformer. Se esse aqui já existisse e fosse monetariamente acessível seria a nossa escolha :-)
Evidentemente que a escolha pelo Tablet não seria de todo ruim! E, se você tem uma sugestão de modelo de notebook, deixe-nos saber!
PS: Se você tem bons argumentos para que a escolha recaia sobre os Tablets, deixe-nos saber! Tenha em mente que minha filha não vai usar nenhuma tecnologia que seja fechada, afinal ela está no século XXI :-)
PS2: Claro que apresentei meus argumentos e ela que escolheu! Afinal e ela que vai usar! E a Mãe que vai pagar :-)
Jan 14th
Esta é a tradução que cometi desse lindíssimo Manifesto (A Conversation Manifesto) escrito por Michele Martin. Se você puder leia o original aqui.
Eu acredito no poder das conversações.
Acredito que quando duas ou mais pessoas conversam juntas sobre o que realmente importa pra elas, as coisas mais fantásticas podem acontecer.
Acredito que revoluções começam com conversações em torno da mesa da cozinha, na sala, ou na hora do almoço ou numa cafeteria. As grandes mudanças chegam quando estamos dispostos a nos engajar com as questões importantes.
Eu acredito que como seres humanos fomos construídos para conversas. É como aprendemos quando bebes. Nossas primeiras sociedades foram formadas através de conversações em torno da fogueira. Nossas maiores instituições começaram como conversas sobre o que poderiam ser.
Mas, eu acredito que nós perdemos a fé no poder do que as conversações podem fazer por nós. Perdemos de vista como nossas conversações podem moldar quem queremos ser e o que nós criamos no mundo.
Acredito que as soluções de nossos problemas, a inspiração que precisamos para construir instituições, relacionamentos e comunidades que são importantes para nós encontram-se em nossa habilidade de nos engajarmos nas conversar que importam. Conversações sobre o que importa pra nós nos nutrirá e nos ajudará a melhorarmos individualmente e juntos.
Para esse fim, precismos reafimar nosso legado humano, nossa habilidade de comprometer-se com o próximo, com nossos desejos, paixões e com nossa visão do que poderá ser.
Precisamos de mais tempo para conversas importantes, mais espaço em nossas vidas para conversas reais sobre nossas questões mais urgentes.
Precisamos melhorar e encorajar discussões significativas sempre onde elas surjam. Elas estão acontecendo. Nós precisamos nos juntar e apoiá-las e espalhar a palavra para outros que possam juntar-se a elas também.
Precisamos fornecer espaços seguros, para nós mesmos e para as pessoas no entorno, para que possamos conversar sobre as coisas mais importantes pra nós. Precisamos estar propensos às nossas vulnerabilidades e ajudar os outros a serem vulneráveis também.
Precisamos fazer mais perguntas e ouvir mais profundamente. Precisamos entender primeiro, muito mais do que ser entendidos.
Precisamos ser faíscas para desafios, inspirações, conversações engajadas dispostas a fazer as perguntas difíceis e importantes e fornecer respostas autênticas e honestas.
Precisamos ficar confortáveis com o processo confuso e maravilhoso do verdadeiro engajamento de cada um com o que é importante pra nós.
Precisamos usar as conversações para o bem não para o mal. Precisamos parar as conversações que nos dividem - do outro e da nossa humanidade.
Precisamos usar as conversações para redescobrir nossa visão comum e redefinir o bem comum. Precisamos usá-las para encontrar nossos dons e devolvê-los ao mundo.
Precisamos usar as conversações para reconstruir nossa conexão com nós mesmos, nossos relacionamentos com a família e amigos e nossas maiores comunidades.
Conversações são nosso direito humano de nascença. É o que nos define e nos molda como humanos. "Palavras criam mundos" e nós devemos usar nossas conversações para construir um lugar melhor para vivermos.
Esta é a tradução que cometi desse lindíssimo Manifesto (A Conversation Manifesto) escrito por Michele Martin. Se você puder leia o original aqui.
Jan 10th

Fachada da Faculdade de Educação da UFRJ
O ano era 1988, e eu entrava pela primeira vez no prédio da Faculdade de Educação UFRJ para fazer a prova da 2o fase do Vestibular... E, de repente, aquele piso de madeira com seu rangido peculiar tinham me conquistado.

Piso da Faculdade de Educação
O ano agora era 1991, eu começava as disciplinas pedagógicas da Licenciatura em Física. Aquela abundância de alunas contrastava, deliciosamente, com a aridez masculina do Instituto de Física da UFRJ.
Foi ali, nas escadas da entrada da Faculdade de Educação que eu puxei, pela primeira vez, conversa com aquela que é hoje minha princesa e companheira de viagem...

Escada de Entrada da Faculdade de Educação da UFRJ

Escada de Entrada da Faculdade de Educação da UFRJ
Agora o ano é 2012 e volto para uma semana num curso de extensão. Não tinha ideia que uma construção pudesse despertar tantas e deliciosas lembranças. De como o simples som do piso de madeira rangendo e suas velhas e mal-cuidadas paredes marcassem tão profundamente as memórias de uma pessoa...

Na verdade, de certo modo, de um produto daquele espaço...
Jan 9th
Não, este texto não é um mimimi pela "morte" das conversações nos blogues, mas uma reflexão de como as "redes sociais" tem tornado as conversações efêmeras.
"Redes Sociais" deve ser lido, aqui, como aplicativos de redes sociais!
Tente achar, agora, uma conversa/debate/discussão que você tenha travado com alguem em alguma das redes sociais (twitter,facebook, G+) que você tenha participado há, pelo menos, 1 ano atrás!
Agora procure uma discussão que você tenha participado, em um blogue, há 5 anos atrás!
Há 5 anos atrás eu participei de uma conversação sobre a adoção dos notebooks (OLPCs) pelos estudantes, como política de governo. As conversas permanecem aqui e aqui.
Ha menos de 1 ano atrás eu participei de uma conversação com a Daise Grisólia sobre a inadequação de uso das redes sociais como ambiente pessoal de aprendizagem, ela quis travar uma parte das conversações no Facebook. Como era de se esperar as conversas desapereceram de lá!
Você acha que só aconteceu comigo?
"Pois é, Sérgio Lima, percebi isso ontem, quando quis recuperar um comentário que fiz sobre o filme Como treinar seu dragão, tanto no Twitter como no FB e não achei... Fica disperso e restrito ao momento, por isso, o blog ainda mais que diário virtual é um jornal digital que serve como repositório de ideias e ideais. Um abraço, amigos. :-))" (Facebook não tem permalink, o comentário se encontra em algum parte deste apontador. #fail facebook)
Quer ser efêmero? Registre suas conversações apenas em redes sociais. Quer registrar a evolução das ideias e das suas conversas? Registre-as em seu espaço (Blogue, sítio web ou na sua instância do Friendica)